
Boa noite Amigos,
Segue abaixo a terceira parte do dicionário dos termos usados em gestão:
CADEIA DE VALOR
Designa a série de atividades relacionadas e desenvolvidas pela empresa para satisfazer as necessidades dos clientes, desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e venda até à fase da distribuição para o consumidor final. Cada elo dessa cadeia de atividades está ligada ao seguinte. Esta é uma metodologia usada pela consultora McKinsey, sistematizada e popularizada por Michael Porter, que permite decompor as atividades (divididas em primárias e de suporte) que formam a cadeia de valor. Segundo Porter, existem dois tipos possíveis de vantagem competitiva (liderança de custos ou diferenciação) em cada etapa da cadeia de valor.
CALIBRAÇÃO
Conjunto de operações que estabelecem a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição. Ajusta a exactidão do aparelho, medida pelo seu erro, reduzindo-o a valores aceitáveis.
CAPACIDADE
Conjunto de habilidades de uma pessoa ou organização para executar determinadas atividades e obter resultados que atendam aos requisitos especificados. As habilidades são adquiridas com a aplicação dos conhecimentos, os quais tem origem nas diversas fontes de informações como livros, cursos, palestras, e também no treinamento no trabalho.
CAPACIDADE DO PROCESSO
Capacidade que um processo tem de atender a um determinado requisito. A avaliação da capacidade de um processo é feita segundo métodos estatísticos e não de forma empírica.
CAPACITAÇÃO DE PESSOAL
Procedimento de educação e treinamento que visa conferir um conjunto de conhecimentos e habilidades a um indivíduo, de modo que o mesmo possa exercer uma determinada função.
CARACTERÍSTICA
Qualquer propriedade distinta de um item, de um processo, de um produto ou de um serviço que possa ser diferenciada quantitativamente ou qualitativamente.
CARACTERÍSTICA DO PRODUTO
Propriedade que um produto ou serviço possui cujo objetivo é o de atender a certas necessidades dos clientes.
CARACTERÍSTICAS DA QUALIDADE
Itens que devem ser medidos no produto para verificar se a qualidade exigida (ver) está sendo cumprida.
CARACTERIZAÇÃO ESTATÍSTICA DE PROCESSOS
Consiste em coletar, processar e dispor as informações referentes a um processo que está sendo conduzido para manter um determinado nível de qualidade (meta padrão), com a precisão e a confiança desejadas. Trata-se de uma Avaliação de Processos (ver) mais completa, extraindo toda a informação disponível nos dados por meio de ferramentas estatísticas de nível intermediário de complexidade.
CARTA DE CONTROLE
Ver Gráfico de Controle – Representação gráfica de uma característica do processo que registra os valores estatísticos dessa característica em função do número da amostra ou de outra indicação do tempo e um ou dois limites de controle. Ele informa se o processo está ou não sob controle estatístico. É útil para monitoramento da variabilidade e para a avaliação da estabilidade de um processo, sendo também muito efetivo em diversas etapas dos Ciclos PDCA para manter e para melhorar. Existem dois tipos de gráficos de controle: Gráfico de Controle para Variáveis e Gráfico de Controle para Atributos. É uma das Sete Ferramentas do Controle da Qualidade.
CASE – COMPUTER AIDED SOFTWARE ENGINEERING
Ferramenta de apoio ao desenvolvimento de software. Em linhas gerais, apóia a execução de atividades do desenvolvimento do software de forma automatizada. Em alguns casos, implementa um ambiente relativamente refinado no qual várias atividades de especificação ou codificação são apoiadas por recursos computacionais. Dependendo do tipo de atividade suportada podem ser classificados em Lower CASE, provendo suporte à codificação, teste, depuração e manutenção do código ou Upper CASE, suportando diversas tarefas de análise e projeto de sistemas. Eventualmente, ferramentas CASE podem ser integradas em ambientes de desenvolvimento de software. Neste caso, apoiando parte das atividades previstas em um processo de desenvolvimento de software.
CATCH BALL
Procedimentos assim denominados pelos japoneses pelas suas repetidas idas e vindas. Negociações verticais e horizontais conduzidas para que as metas e as medidas sejam viabilizadas. O mesmo que ajuste.
CAUSA FUNDAMENTAL
Agente principal que afeta as características da qualidade ou os resultados de um processo (efeito). Pode existir mais de uma causa tida como fundamental, dependendo do efeito considerado.
CAUSAS COMUNS (ou aleatórias)
São as inerentes a um processo e provocam uma variação natural, ou usual, nos seus resultados. (ver Causas Especiais)
CAUSAS ESPECIAIS (ou assinaláveis)
São as que aparecem esporadicamente fazendo com que os resultados de um processo apresentem uma variação diferente da usual. (ver Causas Comuns)
CCQ
Ver Círculo de Controle da Qualidade – Grupo voluntário e permanente de pessoas de um mesmo setor de uma organização que recebem treinamento objetivando a prática do controle de qualidade dentro deste setor, como parte das atividades do TQC (GQT). Segundo Ishikawa, K.: ” As idéias básicas por trás das atividades de um CCQ são: – criação de um ambiente de trabalho feliz, no qual haja respeito à natureza do ser humano e possibilite sua satisfação; – desenvolvimento das infinitas possibilidades da capacidade mental humana e viabilização de sua aplicação; – contribuição para o melhoramento e desenvolvimento da organização” e “Não existe TQC sem CCQ. Não existe CCQ sem TQC.”
CEP
Ver Controle Estatístico do Processo – Expressão utilizada para significar o uso de técnicas estatísticas para auxiliar no controle da qualidade de processos.
CEQ
Ver Controle Estatístico da Qualidade – Expressão muito usada durante as décadas de 50 e 60 para descrever o conceito de utilização das ferramentas estatísticas para auxiliar o controle da qualidade de processos.
CERTIFICAÇÃO
Expressão numérica ou qualitativa, que mede resultados de avaliações. Em geral é fornecida sob a forma de laudos ou relatórios, expedidos por instituições especializadas.
CERTIFICAÇÃO DE SOFTWARE
Emissão de um certificado de conformidade de um software a um certo conjunto de normas ou especificações, comprovada por testes de conformidade e por testes de campo.
CERTIFICAÇÃO DE TERCEIRA PARTE
Certificação realizada por organização qualificada credenciada por um organismo de credenciamento nacional para realizar auditorias ao QS 9000 e para certificar as instalações auditadas para um dado escopo (ex.: produto, processo, etc).
CICLO DE DEMING
Ver Ciclo PDCA – Sigla das palavras do inglês plan, do, check e act, ou seja, em português, planejar, executar, verificar e agir. É uma ferramenta de gestão que implica na melhoria dos processos de fabricação ou de negócios e foi criada nos anos 20 por Edward Deming, considerado o “pai” do controle de qualidade moderno. Esta ferramenta é conhecida também como o Ciclo de Deming. A sua aplicação é simples e deve ser feita de modo contínuo, em espiral. A idéia é que o ciclo PDCA seja aplicado de forma sucessiva, para que a mudança seja concretizada e possa levar a novos processos de melhoria em círculos. No caso, o P se refere a plano ou planejamento; o D se refere à execução do plano; o C se refere à verificação ou mensuração periódica da ação tomada e A se refere à ação de acordo com o avaliado e, eventualmente, determinar e confeccionar novos planos de ação, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas.
CICLO DE GARANTIA DA QUALIDADE
Promove a garantia do ciclo completo da qualidade e inclui: qualidade no planejamento, qualidade no projeto do produto e do processo, qualidade na produção e qualidade no uso.
CICLO DE SHEWHART
O mesmo que Ciclo PDCA. O nome“ Ciclo de Shewhart” foi dado por Deming em homenagem ao pioneiro do controle estatístico, W.A. Shewhart (ver). Os japoneses, entretanto, o denominam de Ciclo de Deming, pois foi ele quem o introduziu naquele país em 1950.
CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O ciclo de vida de um produto no mercado pode ser dividido em quatro fases: (1) Introdução – O produto foi lançado no mercado e o crescimento das vendas é lento; (2) Crescimento – Há uma explosão da procura, uma melhoria dos lucros e o produto tende a massificar-se. Chegam novos competidores; (3) Maturidade – O ritmo de crescimento das vendas dá sinais de abrandamento. É uma fase em que as empresas tendem a entrar em guerras de preço e publicidade; (4) Declínio – A procura entra em derrapagem, os lucros sofrem uma rápida erosão em direção ao ponto zero. Grande parte dos competidores começa a abandonar o mercado.
CICLO PDCA
Método de controle de processos (caminho para atingir as metas estabelecidas), composto de quatro fases básicas: P (Plan) Planejamento, D (Do) Execução, C (Check) Verificação e A (Act) Ação Corretiva. Em sua forma mais simples e reduzida temos as fases: P – definição das metas e determinação dos métodos para alcançar as metas; D- educação, treinamento e execução do trabalho; C – verificação dos efeitos (resultados) do trabalho executado; A – atuação no processo em função dos resultados. Na utilização do método PDCA poderá ser preciso empregar várias Técnicas Estatísticas (ver). Conforme o tipo de metas temos: CICLO SDCA PARA MANTER (ver) ou CICLO PDCA PARA MELHORAR (ver). Também chamado Ciclo de Shewhart ou Ciclo de Deming.
CICLO PDCA PARA MELHORAR
É utilizado para atingir “metas para melhorar” ou seja, produtos melhores, a um custo menor e entrega/atendimento mais eficiente. Isto se consegue modificando a maneira de trabalhar, ou seja, modificando os Procedimentos Operacionais Padrão (POP). As fases são: P – identificação do problema a partir da meta de melhoria; reconhecimento das características do problema; descoberta das causas principais do problema e estabelecimento de um Plano de Ação com contramedidas para bloquear estas causas; D – execução do Plano de Ação, isto é, treinamento e execução das tarefas do plano e coleta de dados a serem usados na fase C; C – verificação da efetividade da ação de bloqueio adotada; A – eliminação definitiva das causas principais do problema, através de padronização que adote como padrão as ações que deram certo; revisão das atividades realizadas e planejamento para o trabalho futuro. O Ciclo PDCA é conduzido pelas funções gerenciais. (ver CICLO PDCA e CICLO SDCA PARA MANTER e PDCA – Método de Solução de Problemas).
CICLO SDCA PARA MANTER
Designação do Ciclo PDCA quando utilizado para atingir metas padrão (ver) ou para manter os resultados num certo nível desejado. As fases são: S (de “standard” ou padrão) – estabelecimento de Metas Padrão e de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) (ver); D – treinamento e supervisão do trabalho, avaliação para saber se todos os POP estão sendo cumpridos na execução das tarefas; C – verificação da efetividade dos POP, avaliando se a meta foi ou não alcançada; A – caso a meta não tenha sido atingida adotar ação corretiva removendo os sintomas, agindo nas causas. Dentro do SDCA devem existir os seguintes sistemas: – Sistema de Padronização (S); – Sistema de Treinamento no Trabalho (D); – Sistema de Supervisão e Auditoria (D); – Sistema de Monitoramento de Todas as Metas Padrão (C); – Sistema de Tratamento de Anomalias (A). O Ciclo SDCA é conduzido pelas funções operacionais da organização. (ver CICLO PDCA e CICLO PDCA PARA MELHORAR)
CIM – COMPUTER INTEGRATED MANUFACTURING
Fábricas coordenadas e controladas por um sistema informático integrado.
CINCO DIMENSÕES DA QUALIDADE TOTAL
Ver Qualidade Total – Abrange as cinco dimensões da qualidade dos produtos e das pessoas, que afetam a satisfação das necessidades dos clientes: 1 – qualidade intrínseca (ver) do produto (bem ou serviço). 2 – custo (ver) (preço). 3 – entrega/atendimento (ver) (prazo certo, local certo, quantidade certa). 4 – moral (ver): nível médio de satisfação de um grupo de pessoas que trabalham na organização. 5 – segurança (ver) do usuário do produto e das pessoas da organização.
CINCO S
Ver Programa 5S – É uma ferramenta de gestão comumente utilizada na área de qualidade e foi desenvolvida no Japão por volta da década de 50. É também conhecido como 5 sensos já que a sigla “5 S” deriva das iniciais de cinco palavras japonesas: SEIRI, senso de utilização, que corresponde a eliminar o desnecessário separando-o do necessário; SEITON, senso de organização, que significa colocar em ordem, guardando de forma ordenada tudo que é necessário; SEISO, senso de limpeza que significa eliminação da sujeira; SEIKETSU, senso de higiene que significa asseio, padronização e também o estágio onde se evita que as etapas anteriores retrocedam; e, SHITSUKE, senso de ordem mantida que significa disciplina, com o cumprimento rigoroso de tudo que foi estabelecido. Por ser um programa de gerenciamento participativo, o “5 S” objetiva criar condições de trabalho adequadas a todas as pessoas em todos os níveis hierárquicos da organização. É um dos primeiros passos para uma organização implantar um processo de gerenciamento total da qualidade.
CINCO W UM H
Ver Método 5W1H – Tipo de Check-list utilizado para garantir que a operação seja conduzida sem nenhuma dúvida por parte da chefias e subordinados. Os 5W correspondem às seguintes palavras do inglês: What (o que); Who (quem); Where (onde) When (quando) e finalmente Why (por que). O 1H corresponde a How (como), ou seja, método a ser utilizado para conduzir a operação. Atualmente, procura-se incluir um novo H (How much/Quanto custa), transformando o método em 5W2H.
CÍRCULO DE CONTROLE DA QUALIDADE-CCQ
Grupo voluntário e permanente de pessoas de um mesmo setor de uma organização que recebem treinamento objetivando a prática do controle de qualidade dentro deste setor, como parte das atividades do TQC (GQT). Segundo Ishikawa, K.: ” As idéias básicas por trás das atividades de um CCQ são: – criação de um ambiente de trabalho feliz, no qual haja respeito à natureza do ser humano e possibilite sua satisfação; – desenvolvimento das infinitas possibilidades da capacidade mental humana e viabilização de sua aplicação; – contribuição para o melhoramento e desenvolvimento da organização” e “Não existe TQC sem CCQ. Não existe CCQ sem TQC.”
CLIENTE
Toda pessoa ou organização que é afetada pelo processo, ou seja, que adquire ou utiliza um produto ou serviço. Um dos métodos básicos para a identificação de clientes consiste em seguir o produto para verificar quem é afetado por ele. Qualquer pessoa ou organização pode ser um cliente.
CLIENTE EXTERNO
Cliente que não pertence à organização que fabrica o produto ou presta o serviço. Pessoa ou organização que recebe ou compra e utiliza um produto ou serviço e que não faz parte da equipe daquela organização. (ver Consumidor)
CLIENTE INTERNO
Pessoa ou unidade de trabalho, (Setor, Departamento etc.) que recebe o produto ou serviço do fornecedor, dentro da própria organização. (ver Fornecedor)
CLIMA ORGANIZACIONAL
Clima é a percepção coletiva que os colaboradores têm do ambiente da organização para a qual trabalham. Este ambiente é influenciado pela cultura, ou seja, pelos valores, crenças, normas e princípios. O clima indica o grau de satisfação dos colaboradores em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização, tais como políticas de RH, modelo de gestão, missão da empresa, valorização profissional e identificação com a empresa. Alguns autores defendem que o clima organizacional está diretamente ligado com a motivação dos funcionários.
CMM – CAPABILITY MATURITY MODEL
Modelo para avaliação da maturidade dos processos de software de uma organização e para identificação das práticas chave que são requeridas para aumentar a maturidade desses processos. O CMM prevê cinco níveis de maturidade: inicial, repetível, definido, gerenciado e otimizando. O modelo foi proposto por Watts S. Humphrey, a partir das propostas de Philip B. Crosby, e vem sendo aperfeiçoado pelo Software Engineering Institute – SEI da Carnegie Mellon University.
COACHING
Palavra em inglês que pode ser traduzida literalmente como treinador ou instrutor. Dentro das organizações o coaching é um processo estruturado que ajuda as pessoas a atingir suas metas em suas vidas pessoais, carreiras ou empreendimentos. O coaching acontece através de sessões de aconselhamento feitas por um consultor de carreira que acompanha o profissional. O coach seria o professor, treinador, facilitador ou instrutor que conduz o processo de coaching. A interação entre o coach e um profissional, por exemplo, faz com que este descubra seus sonhos, metas e potencial inexplorado. Um dos objetivos deste processo é transformar intenção em ação e provocar mudanças de atitude. Espera-se que o coach informe, motive, inspire e apóie o profissional.
COLETA DE DADOS
Fase de uma investigação na qual são levantados os dados necessários à análise posterior. Devido à sua importância no processo, deve-se dar especial atenção e cuidado a esta fase. (ver Dados)
COMITÊ DE IMPLANTAÇÃO DO TQC
Grupo de pessoas composto pelo Presidente, pelos principais executivos da empresa e pelo Coordenador do TQC, com função, dentre outras, de avaliar e aprovar a proposição do Plano de Implantação elaborado pelo Escritório do TQC, bem como acompanhar o seu cumprimento.
COMITÊ NACIONAL DA QUALIDADE E DA PRODUTIVIDADE
Órgão ligado à Secretaria Geral da Presidência da República com atribuição de gerir o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (ver).
COMPANY WIDE QUALITY CONTROL
Ver CNQC -
COMPETÊNCIA
Mobilização de conhecimentos (saber), habilidades (fazer) e atitudes (querer) necessários ao desempenho de atividades ou funções, segundo padrões de qualidade e produtividade requeridos pela natureza do trabalho.
COMPETITIVIDADE
Capacidade da organização apresentar-se competitiva. A competitividade garante a sobrevivência da organização. Ser competitivo é ter maior produtividade que os concorrentes.
CONCEITO 3-MU
Origina-se de três palavras de origem japonesa, a saber: Muda (desperdício); Muri (insuficiência) e Mura (inconsistência). Desperdício (Muda) é qualquer coisa que não lhe ajuda a atingir seu objetivo, que é atender às necessidades do cliente. Alguns exemplos: fazer um relatório que ninguém lê; dar um treinamento sobre algo que não se vai utilizar, etc. Insuficiência (Muri) é o oposto do desperdício, ou seja, procurar atingir uma meta com recursos inadequados. Por exemplo: levantar 100 toneladas com um guindaste de 5 toneladas, fabricar produtos de primeira com matéria prima defeituosa, etc. Inconsistência (Mura) significa falta de capacidade, de uniformidade e estabilidade. Refere-se a uma situação que esconde o desperdício e a insuficiência. As variações mostram o Mura. Do ponto de vista gerencial é fundamental medir e eliminar todo tipo de desperdício, inconsistência e insuficiência.
CONCEITO DO PRODUTO
É a descrição detalhada do produto na linguagem dos clientes, tendo como base os benefícios estratégicos defini dos. Deve se basear em informações coletadas junto aos clientes. dos. Deve se basear em informações coletadas junto aos clientes.
CONCEITO DO TQC
O conceito do TQC é regido pelos princípios básicos seguintes:
1 – Orientação pelo cliente ou Controle da Qualidade ofensiva (ver).
2 – Qualidade em primeiro lugar: garantir a sobrevivência da organização pela maior produtividade conseguida como domínio da qualidade.
3 – Ação Orientada para os “poucos problemas vitais” (ver Análise de Pareto).
4 – Falar, raciocinar e agir orientando-se por fatos e dados concretos . Fique atento para: “Dados corretos são difíceis de serem obtidos. Se alguém lhe mostra seus dados considere-os suspeitos. Se alguém lhe mostra seus instrumentos de medida considere-os supeitos”. Ishikawa, K.
5 – Gerenciar a organização ao longo do processo e não por resultados.
6 – Reduzir a dispersão (ver) atuando sobre suas causas.
7 – O processo seguinte é seu cliente (interno ou externo): não passar para frente produtos defeituosos.
8 – Procurar prevenir a ocorrência de problemas atuando cada vez mais a montante.
9 – Prevenir com ação preventiva de bloqueio, para que o mesmo problema não se repita.
10 – Respeitar os empregados como seres humanos independentes.
11 – Definir e garantir a execução da Visão e da Estratégia da Alta Direção da Organização.
CONFIABILIDADE
Capacidade de um produto ou serviço desempenhar, sem falhas, uma função requerida sob determinadas condições por um dado período de tempo. Termo também utilizado como característica de confiabilidade significando uma probabilidade ou taxa de sucesso. A probabilidade de que o produto irá executar ou cumprir, sem falhas, sua função planejada sob condições especificadas e por um período de tempo também especificado. Para aumentar a confiabilidade são de grande utilidade os métodos: FMEA – Análise do Modo de Falha e seus Efeitos (ver) e FTA – Análise da Árvore de Falhas (ver).
CONFIGURAÇÃO
Relação entre versões de um objeto composto, ou seja, configuração é uma instância do sistema composta da união de uma versão específica de cada objeto componente. Arranjo de um sistema computacional ou de seus componentes como definidos pelo seu número, natureza e interconexão de suas partes constituintes.
CONFORMIDADE
Um estado de concordância entre a qualidade real produzida e a qualidade alvo (desejada ou planejada).
CONHECIMENTO GERENCIAL
Conhecimento relativo aos métodos e técnicas de gerenciamento.
CONHECIMENTO INOVADOR
É aquele usado para questionar as ações repetitivas em uma empresa, para criar novas soluções, novos produtos e novos processos. Não pode ser guardado no sistema de padronização.
CONHECIMENTO OPERACIONAL
É aquele contido nas operações repetitivas de uma empresa. Pode ser guardado no sistema de padronização.
CONHECIMENTO PROFUNDO
Deming (ver) no livro “The New Economics” (MIT – 1993) apresenta o conceito de “Profound Knowledge” como um sistema composto de quatro partes: – Visão do que é um Sistema; – Elementos da Teoria da Variabilidade; – Elementos de Teoria do Conhecimento, e Elementos de Psicologia. O Conhecimento Profundo é a base para a formação de líderes voltados para o futuro, na busca da melhoria contínua. Este tema foi apresentado com o título “Saber Profundo” no livro “Qualidade: A Revolução da Administração”, tradução de “Out of the Crisis”, livro de autoria de Deming.
CONHECIMENTO TÉCNICO
Conhecimento pertinente aos diversos ramos da atividade humana: medicina, engenharia, pedagogia, direito, etc.
CONSUMIDOR
Indivíduo ou organização que adquire um produto ou serviço para uso próprio.
CONSULTOR
Segundo o dicionário Aurélio, é aquele que dá pareceres acerca de assuntos da sua especialidade. Profissional capaz de diagnosticar e solucionar problemas organizacionais, podendo atuar em alguma área específica de conhecimento, ou desenvolver trabalhos multidisciplinares, de acordo com suas especialidades e competências.
CONTRAMEDIDA
Ação preventiva tomada em curtíssimo prazo (hora, dia, semana) para eliminar definitivamente uma anomalia (ver).
CONTROLE
Acompanhamento e ou atuação no processo (conjunto de causas) de maneira que os seus efeitos estejam em conformidade com padrões estabelecidos. O controle é exercido para manter os resultados (manter padrões) ou para melhorá-los (melhorar padrões). Controle equivale a administração, gerência. Controlar é monitorar os resultados e buscar as causas (meios) da impossibilidade de se atingir uma meta (fim), estabelecer contramedidas, montar um plano de ação, atuar e padronizar em caso de sucesso. O método para a prática do controle é o PDCA.
CONTROLE A MONTANTE
É a idéia de se resolver os problemas nas suas origens, ou seja, atuando nos processos anteriores e não nos efeitos.
CONTROLE DA QUALIDADE
Conjunto de métodos e atividades operacionais adotadas com três objetivos principais: planejar a qualidade, manter a qualidade e melhorar a qualidade (Trilogia de Juran). Praticar o controle da qualidade é gerenciar os processos de forma a mantê-los sob controle, atuando-se na eliminação e bloqueio da causa fundamental dos problemas.
CONTROLE DA QUALIDADE DEFENSIVO
A empresa (organização) procura tão somente fazer com que seus produtos ou serviços atendam às especificações. Isto significa apenas obedecer normas, sem considerar as necessidades dos clientes. É a atitude product-out, conforme Ishikawa. (ver Garantia da Qualidade)
CONTROLE DA QUALIDADE OFENSIVO
Busca conhecer e antecipar as necessidades do cliente, incorporando-as às especificações. É a atitude “market-in”, conforme Ishikawa. (ver Garantia da Qualidade)
CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL – CQT
O mesmo que Gestão pela Qualidade Total – GQT. Ver TQC-Total Quality Control.
CONTROLE DE PROCESSO
Consiste em três ações fundamentais: Estabelecimento da Diretriz de Controle (ver); – Manutenção do nível de controle e – Melhoria do nível de controle. Controlar um Processo significa manter estável (Rotina) e melhorar (Melhorias) um conjunto de causas que afetam os itens de controle da área a ser gerenciada. É também a avaliação sistemática do desempenho de um processo e a tomada das medidas corretivas necessárias.
CONTROLE DE VERSÃO
Procedimento de gestão do ciclo de vida de um produto. Consiste na identificação formal de modificações solicitadas ou efetuadas e no seu agrupamento, de modo a que fiquem incorporadas, todas elas, em uma determinada configuração do produto, num certo momento. Essa configuração recebe o nome de versão.
CONTROLE ESTATÍSCO DA QUALIDADE
Expressão muito usada durante as décadas de 50 e 60 para descrever o conceito de utilização das ferramentas estatísticas para auxiliar o controle da qualidade de processos.
CONTROLE ESTATÍSTICO
Condição do Processo que permite remover as causas especiais (ver) após evidenciadas pelos Gráficos de Controle (ver), a não-ocorrência de pontos fora de limites de controle e a não-ocorrência de conjunto de observações com estrutura específica (por exemplo: tendência) dentro destes limites.
CONTROLE ESTATÍSTICO DO PROCESSO
Expressão utilizada para significar o uso de técnicas estatísticas para auxiliar no controle da qualidade de processos.
CONTROLE TOTAL
Controle (gerenciamento) exercido por todas as pessoas da organização, de forma harmônica (sistêmica) e metódica, via Ciclo PDCA (ver) – Consiste na utilização do Ciclo PDCA para a solução de problemas. É um método gerencial utilizado tanto na manutenção como na melhoria dos padrões. Este método é peça fundamental para o controle da qualidade e deve ser dominado por todas as pessoas da empresa. “O domínio deste método é o que há de mais importante no TQC.” (Campos, V.F.) O Método de Solução de Problemas (MSP) apresenta duas grandes vantagens: possibilita a solução dos problemas de maneira científica e efetiva e permite que cada pessoa da organização se capacite para resolver os problemas específicos de sua responsabilidade. Na aplicação do MSP são utilizadas as Sete Ferramentas da Qualidade. (ver). O Método de Solução de Problemas é constituído de oito processos: 1 – Identificação do problema (definição clara do mesmo); 2 – Observação (investigação das características do problema); 3 – Análise (descoberta das causas fundamentais); 4 – Planejamento da Ação (planejar a ação de bloqueio das causas do problema); 5 – Ação (executar o plano de ação para bloquear as causas fundamentais); 6 – Verificação (verificar se o bloqueio foi efetivo); 7 – Padronização (prevenir contra o reaparecimento do proble ma); 8 – Conclusão (recapitulação de todo o processo e planejamento das ações futuras). Ver Ciclo PDCA para melhorar.
COORDENADOR DO TQC
Pessoa designada formalmente pela alta gerência da organização para chefiar o Escritório do TQC.
CORE COMPETENCE
O conceito surgiu em 1990, na Harvard Business Review, em artigo intitulado ´The Core Competence of the Corporation´, da autoria de Gary Hamel e C. K. Prahalad. O primeiro é professor na London Business School e o segundo lecciona na Universidade de Michigan. Core competence designa as competências estratégicas, únicas e distintivas de uma organização. Poderá ser, por exemplo, um conhecimento técnico ou uma tecnologia específica que é susceptível de oferecer um valor único para os clientes e que distingue a empresa das rivais. É o caso da competência da Sony em técnicas de minotarização, ou da Honda na criação de motores. Para os autores, poucas companhias poderão ser líderes mundiais, em mais de cinco ou seis competências estratégicas.
CQT – CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
Ver TQC – Sistema administrativo aperfeiçoado no Japão a partir de idéias americanas, com base em elementos de diversas fontes: aspectos do trabalho de Taylor; utiliza o controle estatístico de processos cujos fundamentos foram lançados por Shewhart; adota conceitos de Maslow acerca do comportamento humano, além de lançar mão do conhecimento ocidental sobre qualidade, principalmente os trabalhos de Deming e de Juran. O TQC é um modelo administrativo montado pelo Grupo de Pesquisa de Controle de Qualidade da JUSE. É um sistema voltado para a sobrevivência da empresa, constituindo uma mudança substancial na prática gerencial. A expressão “Total Quality Control” deve ser creditada a A. V. Feigenbaum, também americano, aparecendo no seu livro “Total Quality Control”, publicado em 1961. Em sua concepção o controle da qualidade é exercido por especialistas. O modelo japonês difere deste enfoque porque adota o Controle da Qualidade Total com envolvimento de todos os empregados de todos os setores da organização, em todos os níveis hierárquicos. Daí ser denominado de TQC “no estilo japonês”.
CQTE-CONTROLE DA QUALIDADE POR TODA A EMPRESA
Ver TQC – Sistema administrativo aperfeiçoado no Japão a partir de idéias americanas, com base em elementos de diversas fontes: aspectos do trabalho de Taylor; utiliza o controle estatístico de processos cujos fundamentos foram lançados por Shewhart; adota conceitos de Maslow acerca do comportamento humano, além de lançar mão do conhecimento ocidental sobre qualidade, principalmente os trabalhos de Deming e de Juran. O TQC é um modelo administrativo montado pelo Grupo de Pesquisa de Controle de Qualidade da JUSE. É um sistema voltado para a sobrevivência da empresa, constituindo uma mudança substancial na prática gerencial. A expressão “Total Quality Control” deve ser creditada a A. V. Feigenbaum, também americano, aparecendo no seu livro “Total Quality Control”, publicado em 1961. Em sua concepção o controle da qualidade é exercido por especialistas. O modelo japonês difere deste enfoque porque adota o Controle da Qualidade Total com envolvimento de todos os empregados de todos os setores da organização, em todos os níveis hierárquicos. Daí ser denominado de TQC “no estilo japonês”.
CRENÇAS
São convicções íntimas adotadas com fé por uma organização.
CRESCIMENTO DO SER HUMANO
No TQC (estilo japonês) o crescimento do ser humano está intimamente associado às idéias de Maslow (ver), McGregor (ver) e Herzberg (ver), à utilização cada vez maior da mente do indivíduo, de sua capacidade inteligente e não apenas de sua força braçal. O crescimento do ser humano apoia-se no conceito de que as pessoas devem fazer sempre serviços de valor agregado cada vez mais alto: ao invés de mover, copiar, obedecer, etc, passa a falar, ordenar, mostrar, escrever, instruir, etc.
CROSBY, P.B.
Criou o conceito de zero defeitos. É o autor de “Qualidade é Investimento” e “Qualidade sem lágrimas”, entre outras obras.
CULTURA
Conjunto de atitudes e modos de agir, de costumes, de instituições e valores espirituais e materiais de um grupo social, de uma sociedade, de um povo.
CULTURA ORGANIZACIONAL
As empresas, tal como os países, têm uma cultura única. É, por isso, crucial que as empresas divulguem de forma explícita quais são os valores que valorizam. Quando o fazem por escrito, o documento chama-se declaração de missão. Para James Collins e Jeremy Porras, autores do livro Built to Last, a razão por que algumas empresas têm sucesso a longo prazo, enquanto outras acabam por desaparecer está na cultura organizacional. Nesta era de incerteza tudo deve ser posto em causa, à exceção dos valores. Esses têm de ser imutáveis.
CURRÍCULO
Conteúdo de conhecimento que deve ser transmitido. Equivale ao “projeto do produto” e deve conter exatamente o conhecimento necessário, na extensão e profundidade certas. Se o currículo estiver errado ou incompleto, nada mais poderá ser feito.
CUSTO
Representa o conjunto de valores que a organização retira da sociedade (materiais, energia, informação) e aos quais agrega valor para esta mesma sociedade. Uma das cinco dimensões da Qualidade Total.
CUSTO DA MÁ QUALIDADE
Custo decorrente dos defeitos e deficiências de um produto ou serviço.
CUSTO FINAL PARA O COMPRADOR
Inclui o preço do produto e das despesas decorrentes do seu desempenho e das irregularidades de seu funcionamento.
CUSTOS DA NÃO QUALIDADE
São os custos não visíveis e dificilmente quantificáveis como perdas com a paragem de máquinas, atrasos, quebras de stocks, defeitos, horas extra e outras ineficiências.
CUSTOS DA QUALIDADE
Parte dos aspectos econômicos da qualidade, considerando-se os gastos incorridos para assegurar e garantir a qualidade, bem como as perdas incorridas quando a qualidade satisfatória não é obtida.
CUSTOS RELATIVOS À QUALIDADE
Custos incorridos e garantir e assegurar a qualidade bem como aqueles decorrentes das perdas, quando esta qualidade não é obtida.
CWQC – COMPANY WIDE QUALITY CONTROL
Controle de Qualidade por Toda a Empresa. (ver TQC) – Sistema administrativo aperfeiçoado no Japão a partir de idéias americanas, com base em elementos de diversas fontes: aspectos do trabalho de Taylor; utiliza o controle estatístico de processos cujos fundamentos foram lançados por Shewhart; adota conceitos de Maslow acerca do comportamento humano, além de lançar mão do conhecimento ocidental sobre qualidade, principalmente os trabalhos de Deming e de Juran. O TQC é um modelo administrativo montado pelo Grupo de Pesquisa de Controle de Qualidade da JUSE. É um sistema voltado para a sobrevivência da empresa, constituindo uma mudança substancial na prática gerencial. A expressão “Total Quality Control” deve ser creditada a A. V. Feigenbaum, também americano, aparecendo no seu livro “Total Quality Control”, publicado em 1961. Em sua concepção o controle da qualidade é exercido por especialistas. O modelo japonês difere deste enfoque porque adota o Controle da Qualidade Total com envolvimento de todos os empregados de todos os setores da organização, em todos os níveis hierárquicos. Daí ser denominado de TQC “no estilo japonês”.
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