
P.B. CROSBY
Criou o conceito de Zero Defeitos. É o autor de “Qualidade é Investimento” e “Qualidade sem Lágrimas”, entre outras obras. (ver Zero Defeitos)
PADP
Ver Plano de Atividades do Desenvolvimento do Produto.
PADRÃO
Compromisso documentado, utilizado em comum e repetidas vezes pelas pessoas relacionadas com um determinado trabalho.
PADRÃO CULTURAL
Conjunto de crenças, valores, hábitos, práticas etc. que a população humana desenvolveu para lidar com seus problemas.
PADRÃO DA QUALIDADE
Modelo de qualidade a ser seguido.
PADRÃO DE MEDIDA
Método ou objeto para exprimir a magnitude da quantidade, usado como referência para permitir a universalidade da medida.
PADRÃO DE SISTEMA
Documento básico para o gerenciamento dos processos administrativos e de serviço, através do Ciclo PDCA (ver).
PADRÃO GERENCIAL DO DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO PGDP
É o primeiro documento descritivo gerado a partir do QFDr (ver)e descreve de forma sucinta, ordenada e de fácil visualização, como o planejamento da qualidade deve ser feito. Normalmente, um Padrão Gerencial de Desenvolvimento do Produto deve conter, pelo menos, as seguintes informações: etapas de desenvolvimento, participação das áreas funcionais da empresa, processos desdobrados e documentos gerados. É, certamente, um documento vital para garantir a qualidade do produto ao cliente. Ver também Plano de Atividades do Desenvolvimento do Produto – PADP.
PADRÃO TÉCNICO DE PROCESSO – PTP
É o documento básico para o controle do processo. Contém todos os parâmetros técnicos, como definidos pela área técnica da empresa, necessários à fabricação de um bem ou condução de um serviço. Existe um PTP para cada produto ou família de produtos. É, ainda, o documento final do trabalho de QFD, pois é para o PTP que o Desdobramento da Qualidade (QD) e o Desdobramento da Função Qualidade (sentido restrito) – QFDr convergem. O PTP é um documento que deve ser confeccionado pelas áreas de Engenharia do Produto e Processo, com a participação ativa da Produção. São registrados no PTP os seguintes dados: processos, qualidade assegurada, nível de controle, método de controle e ação corretiva.
PADRONIZAÇÃO
Conjunto de atividades sistemáticas para estabelecer, utilizar e avaliar padrões quanto ao seu cumprimento, à sua adequação e aos seus efeitos sobre os resultados.
PADRONIZAR
Estabelecer padrões. (ver padrão)
PARÂMETRO
É uma medida numérica que descreve alguma característica de uma população (ver).
PARETO
Engenheiro, economista e sociólogo italiano. Aplicou a análise matemática à teoria econômica e à sociologia. (Ver Análise de Pareto e Princípio de Pareto)
PBQP
Ver Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade.
PDCA
Ver Ciclo PDCA.
PDCA – MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS – (QC STORY)
Consiste na utilização do Ciclo PDCA para a solução de problemas. É um método gerencial utilizado tanto na manutenção como na melhoria dos padrões. Este método é peça fundamental para o controle da qualidade e deve ser dominado por todas as pessoas da empresa. “O domínio deste método é o que há de mais importante no TQC.” (Campos, V.F.) O Método de Solução de Problemas (MSP) apresenta duas grandes vantagens: possibilita a solução dos problemas de maneira científica e efetiva e permite que cada pessoa da organização se capacite para resolver os problemas específicos de sua responsabilidade. Na aplicação do MSP são utilizadas as Sete Ferramentas da Qualidade. (ver). O Método de Solução de Problemas é constituído de oito processos: 1 – Identificação do problema (definição clara do mesmo); 2 – Observação (investigação das características do problema); 3 – Análise (descoberta das causas fundamentais); 4 – Planejamento da Ação (planejar a ação de bloqueio das causas do problema); 5 – Ação (executar o plano de ação para bloquear as causas fundamentais); 6 – Verificação (verificar se o bloqueio foi efetivo); 7 – Padronização (prevenir contra o reaparecimento do proble ma); 8 – Conclusão (recapitulação de todo o processo e planejamento das ações futuras). Ver Ciclo PDCA para melhorar.
PDCA PARA MANTER
Ver Ciclo PDCA para Manter.
PDCA PARA MELHORAR
Ver Ciclo PDCA para Melhorar.
PDPC – PROCESS DECISION PROGRAM CHART
O mesmo que Diagrama do Processo Decisório (ver).
PEER-REVIEW
Técnica de revisão de um produto, na qual um colega (peer) do projetista ou do programador revisa o produto desenvolvido, buscando encontrar erros ou oferecer sugestões de melhoria.
PENSAMENTO ESTRATÉGICO
As décadas de 70 e 80 foram a época áurea o planejamento estratégico. Na prática, a maioria desses planos acabou por fracassar. Henry Mintzberg diagnosticou os motivos. Segundo ele, o excesso de análise cria uma espécie de paralisia. Por outro lado, considera que não se deve separar o planejamento da ação. Enquanto planear é um exercício analítico, a estratégia baseia-se na criatividade, intuição e capacidade de síntese. Para designar esta última atitude propõe, em alternativa, o termo ´pensamento estratégico´.
PENSAMENTO LATERAL
Criado por Edward de Bono, o conceito de pensamento lateral consiste na geração de novas idéias e no abandono das obsoletas. Aplicado às empresas é uma técnica para aumentar a criatividade e um recurso estratégico da organização. Na sua opinião é necessário estimular o cérebro por meio da atitude de quebrar os princípios estabelecidos e passar a encarar a realidade de um modo diferente. De Bono distingue o pensamento lateral (descontínuo e destinado à geração de idéias) do vertical (contínuo e orientado para as desenvolver). Enquanto o pensamento lateral dá idéias, o vertical desenvolve-as.
PERDAS DA QUALIDADE
Perdas ocasionadas pela não utilização do potencial de recursos nos processos e atividades.
PERMISSÃO DE DESVIO PRÉ-PRODUÇÃO
Autorização escrita que permite o desvio dos requisitos especificados originalmente para um produto, antes da sua produção. Nota: Uma Permissão de Desvio Pré-produção restringe-se a uma quantidade, ou um período de tempo limitado e a um uso especificado.
PERMISSÃO PARA PRODUÇÃO COM DESVIO
Nível aceitável de qualidade: quantidade mínima de unidades de um produto que precisam se enquadrar nos padrões de qualidade; normalmente esse índice é expresso em porcentagem.
PESQUISA DE CONSUMO
Processo contínuo através do qual o produto é aperfeiçoado continuamente e modificado para atender às mudanças de exigências do consumidor. Usada de maneira inteligente, permite que a empresa produza de modo equilibrado, sem excedentes e sem baixa produção.
PESQUISA DE MARKETING
Pesquisa para se descobrir as neces- sidades dos clientes.
PESQUISA DE MERCADO
É usada para ouvir os clientes (internos ou externos) de uma empresa visando definir metas para melhorar. Utiliza as técnicas de amostragem (ver) e análise multivariada (ver).
PESQUISA OPERACIONAL (PO)
A Pesquisa Operacional (PO) é uma ciência que objetiva fornecer ferramentas quantitativas ao processo de tomada de decisões. É constituída por um conjunto de disciplinas isoladas, tais como Programação Linear, Teoria das Filas, Simulação, Programação Dinâmica, Teoria dos Jogos, etc. O termo Pesquisa Operacional (em inglês: Operations Research) foi empregado pela primeira vez em 1939 como uma tentativa de englobar, sob uma única denominação, todas as técnicas existentes ou que viriam a ser desenvolvidas e que tinham o mesmo objetivo citado.
PGDP
Ver Padrão Gerencial do Desenvolvimento do Produto.
PIRÂMIDE DE NECESSIDADES
Maneira gráfica de se representar e organizar as necessidades dos clientes de maneira lógica e inter-relacionada. A Pirâmide de Necessidades possibilita o desdobramento ou ramificação de uma necessidade primária em necessidades secundárias e terciárias. Quando se planeja para a Qualidade é indispensável analisar as necessidades secundárias e terciárias dos clientes.
PLANEJAMENTO
Processo que envolve tomada de decisões e avaliação prévia de cada decisão, de um conjunto de decisões inter-relacionadas. Processo de estabelecer objetivos a serem atingidos no futuro.
PLANEJAMENTO DA QUALIDADE
Atividade de desenvolver os produtos e processos para atender às necessidades dos clientes. Envolve uma série de etapas entre as quais: determinar quem são os clientes; quais são as suas necessidades; desenvolver características de produtos que respondam às necessidades dos clientes; desenvolver processos capazes de produzir tais características e finalmente, concretizar os planos. Planejar a Qualidade, consiste, pois, em identificar as necessidades dos clientes e desenvolver os produtos e processos necessários ao seu atendimento.
PLANEJAMENTO DE EXPERIMENTOS
Técnica estatística de grande importância na fase P do PDCA para Melhorar, porque seu emprego permite a identificação das principais causas do processo sobre as quais devemos atuar no sentido de fazer com que a meta de melhoria seja alcançada. As causas mais prováveis (hipóteses) podem ser identificadas e testadas num tempo e custo mínimos e, ao mesmo tempo, com a manutenção de um nível de confiança preestabelecido para as conclusões, por meio da realização de experimentos estatisticamente planejados. São úteis no projeto de um novo processo ou no melhoramento contínuo de um processo existente.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Conjunto de atividades necessárias para determinar as metas (visão) e os métodos (estratégia) e o desdobramento destas metas e métodos. É a arte gerencial de posicionar os meios disponíveis da empresa visando manter ou melhorar posições relativas a potenciais favoráveis a futuras ações táticas na guerra comercial. O planejamento estratégico visa garantir a sobrevivência da empresa. É o processo de decidir a partir dos objetivos, das suas alterações e dos recursos utilizados para alcançá-los, as diretrizes que irão nortear a aquisição, o uso e distribuição desses mesmos recursos.
PLANEJAMENTO PARA A QUALIDADE
Estabelecimento e desenvolvimento de objetivos e requisitos para a qualidade de uma entidade e dos procedimentos administrativos e operacionais para seu cumprimento.
PLANEJAMENTO POR CENÁRIOS
A velocidade da mudança obriga os gestores a encarar uma dura realidade: é cada vez mais difícil (senão impossível) prever as ocorrências no meio envolvente a longo prazo. Peter Schwartz popularizou a técnica que permite resolver o problema: o planejamento por cenários. Por meio dela, a Shell foi a única empresa do setor preparada para a crise do petróleo de 1973. Os cenários não são previsões. Construídos a partir da geração de hipóteses alternativas sobre o futuro, permitem às empresas estar preparadas para a ocorrência de cada uma dessas hipóteses e exercitam os gestores a refletir sobre as estratégias de longo prazo.
PLANILHA
Arranjo ordenado de informações do planejamento e que consiste geralmente em linhas horizontais para listar as necessidades e de colunas verticais para listar os meios de se atender as necessidades.
PLANO
Conjunto de métodos e medidas para a execução de um empreendimento; o plano estabelece o que deve ser feito para realizar uma meta.
PLANO DA QUALIDADE
Documento indicando as práticas específicas da qualidade, recursos e seqüência de atividades relevantes para determinado produto, serviço, contrato ou projeto.
PLANO DE AÇÃO
Quando se quer atingir metas, é importante planejar algumas ações, como os meios e caminhos para chegarmos até a meta. Este conjunto de ações é chamado PLANO DE AÇÃO. Se o Plano de Ação for bem elaborado, a meta será atingida. Cada plano deve ter um responsável (quem), um prazo (quando), um local (onde), um justificativa (porque) e um procedimento (como).
PLANO DE ATIVIDADES DO DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO – PADP
É o segundo documento descritivo gerado a partir do QFDr (ver). São necessárias duas fases para elaborá-lo. Primeiro faz-se o desdobramento do trabalho até os níveis mais detalhados que os processos descritos no Padrão Gerencial do Desenvolvimento do Produto. A seguir acrescenta-se o 5W1H ou 2H (Ver Método 5W1H ) para cada uma das atividades do plano. Ver também Padrão Gerencial do Desenvolvimento do Produto.
PLANO DE INSPEÇÃO
Documento que relaciona seqüencialmente atividades de inspeção, inclusive pontos de parada, organizações envolvidas, procedimentos, normas e demais documentos a serem utilizados.
PNQ
Ver Prêmio Nacional da Qualidade.
POKA-YOKE
Tornar o local de trabalho à prova de erros. Uma máquina equipada com barras orientadoras, garantindo que uma peça seja trabalhada num só sentido.
POLÍTICA
Conjunto de objetivos que dão forma a um programa de ação gerencial ou administrativa e condicionam sua execução.
POLÍTICA DA QUALIDADE
Intenções e diretrizes globais de uma organização relativas à qualidade, formalmente expressas pela alta administração.
PONTO DE PARADA
Ponto, definido em documento apropriado, além do qual uma atividade não pode prosseguir sem, a aprovação de uma organização ou autoridade designadas.
POP
Ver Procedimento Operacional Padrão.
POPULAÇÃO
(Estatística) – Universo dos dados sob investigação do qual serão retiradas amostras (ver). É a coleção de todas as observações potenciais sobre determinado fenômeno.
POPULAÇÃO ALVO
(Estatística) – População sobre a qual faz-se inferências baseadas na amostra.
PORTABILIDADE
Conjunto de atributos que evidenciam a capacidade do software de ser transferido de um ambiente para outro. Tem como subcaracterísticas: adaptabilidade, capacidade para ser instalado, conformidade e capacidade para substituir.
POTENCIAL MENTAL
Segundo Maslow (ver), é a nossa velocidade de aprendizado. Cada pessoa aprende uma certa quantidade de coisas por dia e somente aquilo; o resto é perdido. O potencial mental, aliado ao estímulo ou motivação para aprender, possibilitará a aquisição do conhecimento.
PPAP (Production Part Approval Process)
Processo de Aprovação de Peça de Produção.
PRÁTICA KKD
Prática gerencial ultrapassada baseada somente na: experiência (KEIKEN), intuição (KAN) e ousadia (DOKIO). Costuma-se dizer: “Basta de KKD. Use o método PDCA”.
PREÇO
Avaliação, em dinheiro, do valor de um produto ou serviço. Os produtos e serviços devem ser especificados, projetados e produzidos de tal forma a ter valor, ou seja, serem necessários, desejados e ambi- cionados pelo cliente.
PRÊMIO DEMING
Foi instituído em 1951 no Japão em homenagem ao Prof. W. E. Deming, que esteve naquele país a partir de 1950 para disseminar conceitos que fundamentaram o esforço japonês pela qualidade. O Prêmio Deming é dividido em duas categorias: para indivíduos que contribuíram para o controle da qualidade e aplicação de métodos estatísticos naquele país e também para empresas que apresentaram desempenho da qualidade segundo critérios previamente estabelecidos. O Prêmio Deming é considerado a maior honraria japonesa no campo da qualidade.
PRÊMIO MALCOLM BALDRIGE
Prêmio concedido a empresas que apresentem desempenho de acordo com determinados padrões da qualidade nos Estados Unidos. Seu nome é uma homenagem ao ex-Secretário de Comércio dos EUA, que morreu acidentalmente durante um rodeio.
PRÊMIO NACIONAL DA QUALIDADE – PNQ
É o prêmio instituido no Brasil em 1991 pelo Comitê Nacional da Qualidade e da Produtividade (ver).
PREVENÇÃO
Estratégia orientada para o futuro, objetivando a melhoria da qualidade, direcionando análises e ações para a correção dos processos de produção. A prevenção é a base da filosofia da melhoria contínua.
PRINCÍPIO DE DEMING
Ver Quatorze Princípios de Deming.
PRINCÍPIO DE PARETO
Estabelece que para todo problema existem poucos itens (ou causas) vitais e muitos triviais. As principais e maiores causas dos problemas estão concentradas em poucos itens vitais e não em muitos itens triviais. (ver Pareto, V.)
PRINCÍPIO DOS TRÊS GEN
Deve ser usado pelo gerente ou supervisor no tratamento das anomalias. Consta de: GENBA – local real, local ou área de trabalho. Cada anomalia deve marcar a presença do gerente no local em que ocorreu. GENBUTSU – coisa real ou fenômeno ocorrido. Deve-se olhar e observar a coisa real ou que ocorreu. GENJITSU – realidade ou informação real. Deve-se colher a informação real junto ao local real (genba) e à coisa real (genbutsu).
PRINCÍPIOS
Princípios ou crenças e valores constituem a base de sustentação de todas as ações de administradores e empregados da empresa. Representam o que se acredita como certo, correto e leal.
PROBLEMA
Resultado indesejável de um processo. É a diferença entre o resultado desejado e o resultado real alcançado. Um problema é também o resultado de um item de controle com o qual não estamos satisfeitos, ou qualquer situação que incomoda e que deve ser mudada.
PROCEDIMENTO
Forma ou modo especificado para executar tarefa ou atividade.
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO – POP
É o documento que expressa o planejamento do trabalho repetitivo que deve ser executado para o alcance da meta padrão. Contem: listagem dos equipamentos; peças e materiais utilizados na tarefa, incluindo-se os instrumentos de medida; padrões da qualidade; descrição dos procedimentos da tarefa por atividades críticas; condições de fabricação, de operação e pontos proibidos de cada tarefa; pontos de controle (itens de controle e características da qualidade) e os métodos de controle; relação de anomalias passíveis de ação; roteiro de inspeção periódicas dos equipamentos de produção. O mesmo que SOP – Standard Operation Procedure ou Procedimento Padrão de Operação.
PROCEDIMENTO PADRÃO DE OPERAÇÃO
Ver Procedimento Operacional Padrão.
PROCESS DECISION PROGRAM CHART – PDPC
Ver Diagrama do Processo Decisório.
PROCESSO
Conjunto de tarefas distintas, interligadas, visando cumprir uma missão. Conjunto de causas que produzem um ou mais efeitos (produto). Define-se um processo agrupando em seqüência todas as tarefas dirigidas à obtenção de um resultado, bem ou serviço. Isto equivale a dizer que um processo é constituído de pessoas, equipamentos, materiais ou insumos, métodos ou procedimentos informações do processo ou medidas, condições ambientais, combinados de modo a gerar um produto (bem ou serviço). Uma série de tarefas correlatas pode ser chamada de processo e um grupo de processos correlatos pode ser visto como um sistema. Qualquer organização ou empresa é um processo e dentro dela encontramos diversos processos de manufatura ou serviços. Um processo é controlado através dos seus efeitos.
PROCESSO CAPAZ
(Estatística) – Aquele cuja faixa de variação das características de qualidade, efeito do processo, atende aos limites de especificação para estas características.
PROCESSO DE MELHORAMENTO CONTÍNUO
defeitos. A meta é atingir o nível Zero Defeitos (ver). Os japoneses chamam esse processo de Kaizen (ver).
PROCESSO DE QUALIFICAÇÃO
Processo que demonstra se uma entidade é capaz de atender os requisitos especificados. Nota: O termo “qualificação” é usado às vezes para designar este processo.
PROCESSO DE SOFTWARE
Conjunto de atividades, métodos, práticas e transformações que as pessoas empregam para desenvolver e manter software e os produtos associados (por exemplo, planos de projeto, documentos de projeto/design, código, casos de teste, manual do usuário).
PROCESSO ESPECIAL
Processos cujos resultados são altamente dependentes do controle de sua execução, ou da habilidade do executor, ou de ambos, no qual a qualidade obtida pode não ser determinada exclusivamente por inspeção.
PROCESSO SOB CONTROLE
Aquele em que a variabilidade nas características de qualidade (efeitos do processo), é tão somente devida a causas consi- deradas como parte do processo (causas comuns ou aleatórias).
PROCESSOS CRÍTICOS
Processos que apresentam sérios riscos à vida humana, saúde e meio ambiente, ou de perda de grande quantidade de dinheiro. São processos que devem ser planejados com grande margem de segurança quanto à integridade estrutural, provisões à prova de falhas, etc.
PRODUCT-OUT
Corresponde ao Controle da Qualidade Defensivo (ver), ou seja, consiste em fazer com que os produtos apenas atendam às especificações, sem se preocupar com as expectativas e necessidades dos clientes.
PRODUTIVIDADE
Quociente entre faturamento e custos. Inclui todos os insumos da empresa: Equipamentos e Materiais (hardware); Procedimentos (software) e Ser Humano (humanware). É a relação entre o que a empresa produz e o que ela consome. É o mesmo que Taxa de Valor Agregado.
PRODUTO
Resultado (efeito) de um processo, podendo ser um bem ou um serviço: um automóvel é um produto (bem), um curso de aperfeiçoamento é um produto (serviço).
PROFISSIONAL
Pessoa especialmente qualificada através de educação e treinamento para executar funções relacionadas com as qualidades essenciais.
PROGRAMA
Exposição resumida das intenções ou projetos de uma organização ou de seus setores; seqüência de etapas a serem seguidas para a execução de objetivos pré-definidos.
PROGRAMA 5S
Programa de gerenciamento participativo que objetiva criar condições de trabalho adequadas a todas as pessoas em todos os níveis hierárquicos da organização. É um bom programa para iniciar o melhoramento do Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia (ver). A sigla 5S deriva das iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI – (senso de utilização) Classificar e selecionar os uten- sílios, materiais e equipamentos adequados para o trabalho, incluindo também informações e dados. Corresponde, pois, a iden- tificar o necessário e descartar o desnecessário. SEITON – (senso de ordenação) Ter o lugar certo para guardar os objetos, organizando o local de trabalho. É também organizar o sistema de armazenamento e reposição de dados e informações. É ordenar o necessário para acesso rápido. SEISOU – (senso de limpeza) Manter o local de trabalho limpo. Limpar e não sujar. É também ter apenas as informações e dados necessários para as decisões e tarefas específicas. SEIKETSU – (senso de sáude) Manter boas condições de higiene e sanitárias verificando itens como: iluminação, ventilação, polui- ção atmosférica, ruído, temperatura ambiente, etc. É também manter boa apresentação de dados e informações para fácil assimilação e compreensão. Exercitar os 3S anteriores e preocu- par-se com sua saúde fisica e mental. SHITSUKE – (senso de autodisciplina) Hábito de observar preceitos, normas, exercício do autocontrole e autodireção bus- cando manter aquilo que foi conseguido. SHITSUKE – (senso de autodisciplina) Hábito de observar preceitos, normas, exercício do autocontrole e autodireção buscando manter aquilo que foi conseguido.
PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE – PBQP
Instituido em 1990 para incentivar a modernização das organizações brasileiras através da melhoria da qualidade e da produtividade, sendo orientado pelo Comitê Nacional da Qualidade e da Produtividade, (ver).
PROGRAMA DE REUNIÕES RELÂMPAGO
Programa de reuniões semanais, às segundas-feiras antes do início do trabalho. Durando de 5 a 10 minutos e são conduzidas no local de trabalho dos operadores, que participam em pé. Nestas reuniões são feitas palestras sobre temas de interesse do empregado, da empresa, do País, da comunidade, dentro de uma programação prévia anual.
PROGRAMA ZERO DEFEITOS
Visa prevenir ineficiências como os defeitos e atrasos. Crosby definiu 14 fases progressivas até ser atingida uma atitude global de prevenção.
PROGRAMAÇÃO LINEAR
A Programação Linear (PL) é uma técnica de planejamento que vem se constituindo como das mais poderosas em quase todo ramo da atividade humana. Seus benefícios são exatamente aqueles procurados por qualquer empresa: diminuição dos custos e aumento dos lucros. Em algumas empresas ela está, inclusive, embutida em suas rotinas informatizadas de planejamento diário dos processos de operação.
PROGRAMAÇÃO ORIENTADA A OBJETOS
Técnica de programação que enfatiza a descrição dos conceitos envolvidos com o domínio do problema (objetos) através de seus dados e operações, encapsulados e representados através de classes. Cada objeto é criado como pertencendo a uma classe. A utilização de um objeto, e sua eventual mudança de estado, se dá a partir de mensagens enviadas a ele, representadas pelas operações encapsuladas na classe. Novas classes podem ser criadas a partir de classes existentes e organizadas através de um processo de classificação e hierarquização, explorando o conceito de herança. Os programas são construídos como organizadores da ativação de mensagens para os objetos, desta forma fazendo com que as funcionalidades de um sistema sejam obtidas através da cooperação dos objetos.
PROGRAMAS PARTICIPATIVOS
Programas que promovem o crescimento do ser humano ao nível dos operadores, estimulando a participação efetiva de todos no sentido de satisfazer as necessidades básicas humanas (ver) especialmente a social e a de estima e a de auto-realização. Compreendem: – Círculos de Controle de Qualidade – CCQ (ver); – Programa de Reuniões Relâmpago (ver); – Sistema de Sugestões (ver) e Programa 5S (ver).
PROJECT MANAGEMENT
A Gestão de Projetos (project management) é baseada na formação de equipas temporárias e pluridisciplinares. Trata-se de um grupo de trabalho constituído por empregados provenientes de diferentes sectores da empresa que tem um projeto a desenvolver e que é validado pela direção-geral. Os membros devem ter especializações e competências diversas. A equipa deve ser colocada sob a responsabilidade de um chefe de projecto que depende diretamente da direção-geral. Os membros são desligados, total ou parcialmente, mas apenas de uma forma temporária, do seu serviço de origem.
PROJETO COM INTERFACE COM O USUÁRIO
O processo global para projetar uma interface com o usuário inicia-se com a criação de diferentes modelos de função do sistema. Quatro diferentes modelos entram em cena quando uma HCI vai ser projetada. O engenheiro de software cria um modelo de projeto; um engenheiro humano estabelece um modelo de usuário, o usuário final desenvolve uma imagem mental que muitas vezes é chamada modelo do usuário ou de percepção do sistema e os implementadores do sistema criam uma imagem do sistema.
PROJETO DA QUALIDADE
É toda ação destinada a converter as qualidades exigidas pelos consumidores (grupos de qualidades verdadeiras) em grupos de caracterísitcas substitutivas, através da extração, correlação e conversão. (ver QFD)
PROJETO DE SOFTWARE
Envolve tipicamente análise, especificação, projeto (design), desenvolvimento, teste e/ou manutenção dos componentes de software e da documentação associada.
PROJETO ROBUSTO
Projeto que utiliza métodos de planejamento de experimentos visando assegurar um mínimo de variação no desempenho do produto (robustez) devida à variação nos fatores ambientais e condições de uso após a venda. (ver Método Taguchi)
PROTOTIPAÇÃO
Método de desenvolvimento que prevê a execução de vários ciclos de análise, especificação e codificação de um sistema. No primeiro ciclo, gera-se um produto simplificado em pouco tempo, de modo que o usuário possa examiná-lo e refinar as suas demandas. Nos ciclos seguintes, o produto é aperfeiçoado e novas funções são sucessivamente implementadas, até se chegar ao produto final.
PROVA DE CORREÇÃO
Exame de uma especificação descrita segundo regras formais preestabelecidas, de modo a provar matematicamente a sua correção, através do uso de axiomas, teoremas e procedimentos algébricos.
PTP
Ver Padrão Técnico de Processo.