Uma nova visão estratégica pode ser aproveitada por você para deixar que o mercado, no seu caos aparente, combine interesses também aparentemente aleatórios a favor de seu empreendimento.
A condição básica necessária é você ter algo concreto a oferecer para um contingente ampliado de consumidores e/ou parceiros, a ponto de motivá-los a desembolsar alguma grana para ter seu produto ou serviço ao longo do tempo.
O resto o mercado proverá.
Uma estratégia aparentemente simples é evitada pela maioria dos profissionais que têm talento que o mercado busca desesperadamente porque somos ainda condicionados a ir para o mundo dos negócios com a visão do início do século passado. Ou seja, concentramos desde a etapa zero do empreendimento toda a responsabilidade pelos custos do projeto.
Alugamos um escritório, contratamos um auxiliar para nos ajudar no atendimento telefônico, uma pessoa para cuidar do café etc. Assumimos também os custos fixos com aluguel, impostos, segurança e só depois, um pouquinho exauridos financeiramente, saímos para a rua a bater de porta em porta para vender nosso peixe.
Foi assim que as grandes corporações do século passado foram fundadas, a gente imagina. E tenta repetir o modelo delas numa época em que o talento e a expertise é que geram o diferencial competitivo.
Hoje, com um telefone, um bom laptop, um celular e a disposição de se fazer presente a um universo cada vez mais ampliado –seja através de classificados em jornais ou inserções nas rádios da sua comunidade ou como eu o faço agora através deste texto– você tem condições de excitar o mercado. De maneira crescente e a ponto de transformar o seu talento e expertise no fermento que vai fazer crescer o bolo do negócio que você quer gerenciar de maneira progressiva, crescente e lucrativa.
Se a gente romper o Padrão Belchior, da famosa canção “Como nossos pais”, e evitar estratégias de negócios que nos remetam para os versos “Ainda somos os mesmos e vivemos/Como os nossos pais” teremos a oportunidade de tornar maestros de nossas próprias iniciativas.
E incorporar, ao longo do tempo, os talentos que complementem os nossos numa ação a favor dos interesses, desejos e vontades de nossos clientes. É essa atitude que chamo deixar o mercado financiar os seus empreendimentos.
Comece, pois, pesquisando o que seu talento pode entregar para um determinado grupo de consumidores ou de parceiros ao longo de um determinado período, seja um ou dois anos. Geralmente, basta prestar atenção ao que você já faz bem, com algum tipo de retorno. Mesmo que ainda esteja submetido a um holerite.
Na seqüência, comece a buscar a maneira mais em conta possível para apresentar seus talentos e trabalhe para convencer alguém a financiar a sua expertise. Como?
Adote uma pitada de ousadia e apresente respostas em vez de perguntas aos problemas que afetam sua área de especialização. Sempre tem uma resposta ainda sem a visibilidade suficiente para estimular vários clientes ou parceiros a transformá-la em produto ou serviço lucrativo. Com sua ajuda, claro.
É assim que você colocará de pé, mais uma vez, o ovo de Colombo. E com o tempo, persistência e inventividade consolidará seu empreendimento, gastando muito talento e deixando os investimentos em infra-estrutura, por exemplo, serem financiados por seus futuros parceiros ou clientes.
Fonte: Portal HSM On-line
13/11/2007
Roza, Marco
Jornalista e autor do livro Procurar emprego nunca mais, com prefácio de Joelmir Beting. Trabalhou na Folha de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares, Diário do Grande ABC e Central Office of Information, órgão de divulgação do Governo Inglês, em Londres.
Publicado por raps1976
Boa noite amigos,
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